Praias são lugares românticos? Para mim sempre foram e sempre serão…

Eu tenho várias estórias de praia para contar com fundo romântico. A começar pelo meu primeiro beijo, quanto eu tinha 14 para 15 anos de idade. Lembro-me até hoje… eu estava caminhando na praia de noite com um rapazinho que eu tinha conhecido no balneário onde eu estava. A gente estava conversando, quando de repente ele me beijou. Foi uma ação bem decidida e eu não tive (e nem queria àquele ponto) como escapar.
Foi romance de verão, depois daquele veraneio nunca mais tive notícias dele e nem ele minhas (acredito eu). Não acho ruim hoje, tenho essa lembrança romântica da caminhada na praia, de noitinha, que ficou bem marcada em minha cabeça. E de mais a mais, daquele ano em diante eu me divertia horrores em todas as viagens. Todo ano eu tinha uma paixão de veraneio para depois me lembrar delas durante o ano… Se eu parar aqui para contar estórias…
Realmente as praias sempre me incentivaram o romance. Lembro que fora os namoricos, eu adorava ir à praia de noite com os amigos. À medida que fui ficando mais velha, passei a curtir bem os meus veraneios. Curtia a praia, ia com os amigos e primos nadar de madrugada, tomava chuva, via a lua, enchia a cara… Era tão gostoso sentar na areia e ficar olhando a lua cheia no mar!
Sabe Deus como e por que, em um dado momento da minha vida adulta, minha pele começou a criar uma intolerância com a água do mar. Sempre que eu entrava na água, quando saía, se não tivesse uma chuveirada de água doce, minha pele empolava toda. Até hoje isso acontece. Na maioria das vezes eu resisto ao banho de mar, mas às vezes não dá…
Um dos casos foi quando Cesar e eu fomos para Maragogi, em outubro passado. Maragogi é uma cidadezinha que fica no meio entre Recife e Maceió. Ela está em Alagoas, mas a distância dela para as duas capitais é a mesma. Pois bem: se um dia vocês forem lá, não podem deixar de mergulhar no passeio das galés. Olha, eu não me lembro antes de ter tido uma situação em que Cesar e eu estivemos na água do mar juntos daquele jeito. Para fazer o passeio, a gente tem que sair de manhãzinha e pegar o barco. Chegando lá no local de mergulho, a gente recebe as instruções sobre como devemos respirar debaixo d’água e tudo mais. Então eles dão pra gente pedacinhos de pão para alimentarmos os peixes. Nossa, fazia tempo que eu não namorava o Cesar daquele jeito. Não pensem em bobeira, hem!! Ninguém perdeu a roupa de banho ali! Mas a paisagem debaixo d’água é muito linda, é impossível não se sentir inspirado pela natureza…
Obviamente depois de mais de uma hora debaixo d’água salgada, eu tive que lidar com minha alergia. Mas valeu a pena. Tinham copinhos de água mineral suficientes no barco até que eu chegasse ao hotel e me lavasse com água doce.
Agora estou me lembrando aqui de outra situação muito romântica, ironicamente ligada a alergia (dessa vez foi algo alimentar). Passei parte da minha lua de mel em um lugar paradisíaco chamado Jericoacoara. Já falei aqui do pôr-do-sol de lá. Então, estávamos em um hotel super aconchegante. Tínhamos ido naquele dia comer lagostas e camarões – como de praxe: pelo amor de Deus, se vocês forem ao Ceará comam essas iguarias até cair!!! É delicioso e o preço lá é honesto!
Mais tarde, de madrugada, eu acordei toda coçando – talvez eu tenha exagerado a dose dessas iguarias que amo! Cesar acordou também e constatou que eu estava tendo uma reação alérgica. Não tem hospitais em Jeri, então a solução era tomar a minha medicação para alergia, relaxar a cabeça e esperar o efeito.
Quem já teve ataques de alergia sabe o tanto que aquilo incomoda. Então saímos do quarto e fomos dar uma caminhada pelo hotel para nos esquecermos do que estava acontecendo. É aqui que estranhamente o lado romântico começou. Primeiro nos sentamos no salão de jogos, que fica ao ar livre, para jogarmos Damas. Olha, devo dizer: foi extremamente divertido, porque estávamos ali na calada da noite, o hotel todo dormindo, todas as luzes apagadas, somente nós dois ali. Em pouco tempo eu já tinha me esquecido da alergia. Só que meu senso competitivo já não estava muito bom, sempre fui uma negação pra jogos de lógica, então fomos caminhar.
A praia ficava logo ali atrás, pois o hotel tinha um acesso próprio a ela. Chegamos até ali, olhamos aquele marzão iluminado pela lua, contemplamos aquilo por um tempo, e voltamos para o quarto, sem alergias e inspirados pela vista. Ai, ai… que saudades de um marzão que bateu agora…
E até a próxima!

About Nicole Delucca Linhares

Uma jornalista obcecada pelo lado bom da vida que está sempre em busca de experiências românticas para dividir com o mundo. Apaixonada por comidinhas, pores-do-sol, plantas, livros, cinema, viagens e teatro. É também professora de italiano, cozinheira para todas as horas, filosofa de boteco e, por fim, uma mistura doida de Minas, Itália e Piauí!

2 comments on “Praias são lugares românticos? Para mim sempre foram e sempre serão…

  1. Querida, praias são de per si convidativas ao romance, e ao melhor do dolce far niente.

    Não tive, como vc, romances a beira mar, mas lembro com carinho da primeira viagem que fiz com o Alan. Foi para a praia, e realmente, foi maravilhoso. Aquela sensação de plenitude e amor que a gente sente estando a beira mar, acompanhado ja´é um alento para a alma.

    Gosto também de caminhadas a beira mar. Acho que é difícil definir o que é romântico e o que é simplesmente o lado bom de viver. Seriam as duas coisas sinônimos?
    Beijo carinhoso
    Mary Joe

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