Kaffe Chez Margrethe: um jeito Hygge de dizer eu te amo

Imaginem vocês como é essa coisa de sair por ai garimpando Lugares Românticos em BH! Sempre que acho que já fui surpreendida, a vida dá voltas e me mostra que do mundo é ainda maior. Às vezes, do nada, eu encontro portinhas que guardam em seu interior a mais pura definição de amor. Foi isso o que senti quando coloquei os pés naquele pedacinho dinamarquês na Pampulha, aqui em BH. O nome de lá? Kaffe Chez Margrethe.

Uma pitadinha nórdica para os Lugares Românticos em BH

Naquele dia eles estavam abertos há duas semanas. Pela nossa primeira conversa, percebi que estavam sentindo como seria o público. Será que as pessoas iriam gostar? Depois de anos fora do Brasil, eles estavam se readequando à realidade brasileira, ao mesmo tempo que se propunham apresentar ao público mineiro sabores que vem de longe. Eles sabem que esses sabores ainda não são tão conhecidos por aqui. Os doces? Esses eles tinham certeza de que agradariam. Mas estavam se perguntando ainda sobre a textura do pão de centeio dinamarquês caseiro, os sabores dos smorrebrod: sanduíches típicos. Será que o salmão, curado por eles mesmos, ficaria popular? Tinham dúvidas se o peito de frango branquinho, como é servido na  Dinamarca, seria bem visto pelos mineiros. Hidromel? Quantas pessoas por ai já tinham experimentado a bebida sagrada dos deuses nórdicos? O de lá é produzido por eles!

Visitas especiais

 

Parece que estamos na sala de visitas da casa dos anfitriões

Hoje, eles estão abertos há um mês, e ainda estão aprendendo a ler os desejos de seus clientes. Mais do que isso: com muito amor e bom humor, estão ensinando um novo modo de ver o mundo a todos aqueles que os visitam. Visitar. Essa foi uma escolha de palavra proposital. As pessoas que entram ali não vão simplesmente tomar um café ou comer um pedaço de torta. Elas até podem ter essa intenção no início. Mas, ao entrarem ali, elas são acolhidas pela Simone e o Silvio (donos da casa) e mesmo em silêncio, a presença da bonequinha Maxime (sobrinha belga deles que trabalha lá) nunca passa desapercebida: que garota linda! Somos convidados a nos sentar como se estivéssemos na sala da casa dos anfitriões.

Uma decoração leve, sem excessos é a marca deste novo integrante do hall dos lugares românticos em BH.

O amor que transborda daquela portinha é imenso. Ele emana dessas três pessoas que oferecem a seus visitantes muito mais do que comidinhas. São os cheirinhos da cozinha, o calor da recepção, a delicadeza da água saborizada de cortesia, a paciência pela espera do café feito em prensa francesa, as explicações sobre o funcionamento da casa, o capricho nos detalhes, como o saquinho dos talheres, que fazem com que nos sintamos visitas especiais.

Hospitalidade e carinho

É com esse sentimento de calor (apesar do frio da Dinamarca!), receptividade, carinho, cuidado que quero apresentar a vocês esse lugarzinho que entrou para o meu hall dos lugares românticos em BH!

Se você não prestar atenção ao caminho, certamente vai passar batido do Café. Ele fica em uma loja recuada na Avenida Coronel José Dias Bicalho, esquina com Alameda das Princesas, na Pampulha. Para quem ainda não se localizou, essa é aquela avenida que fica atrás do Mineirinho. Mas, basta você abrir bem os olhos que vai enxergar os ombrelones e a plaquinha azul com o escrito Kaffe Chez Margrethe.

Do lado de fora, à direita de quem entra, tem um banco branquinho onde podem se sentar de três a quatro pessoas. À esquerda três mesas para quatro pessoas com ombrelones. Lá dentro, um ambiente pequenininho, com ar condicionado, cheio de fofuras e inspirações nórdicas. A decoração é leve. Nada que nos faça cansar a vista ou que denote exageros. Para os dinamarqueses menos é mais. Para que a gente se sinta em casa, o conforto precisa falar mais alto do que o rebuscamento estético. Esse conceito está retratado ali em cada detalhe: nos móveis de design dinamarquês, na iluminação, nos quadros e enfeites.

Luz

O projeto de iluminação foi feito propositalmente para que lá dentro ficasse sempre bem iluminado. Um detalhe que pode passar batido a olhos leigos. Como na Dinamarca falta luz natural durante vários meses do ano, os projetos de decoração por lá dão atenção especial à iluminação. Mais uma receitinha para levar aconchego para dentro de casa e também um truque para driblar o descompasso da natureza.

Sem pressa

Ali dentro a gente não tem pressa de nada! E quem tem pressa precisa aprender a desacelerar. Talvez este tenha sido dos lugares românticos em BH onde eu mais tenha perdido a noção do tempo! É que a casa funciona a partir de dois princípios que delineiam a filosofia de vida na qual a Simone e o Silvio acreditam: o Kaffe Chez Margrethe é uma casa de estilo Hygge e Slow Food. Vou explicar isso melhor mais adiante. Por hora, o importante é dizer o quanto nos sentimos à vontade por lá. Mesmo o espaço sendo pequeno, a conversa flui. Ali, conhecemos pessoas, trocamos idéias, receitas, experiências. É como se pudéssemos a cada ida tocar em um pedacinho diferente do mundo. O Chez Margrethe é um lugar onde sempre conhecemos alguém novo, e nos sentimos felizes e renovados ao irmos embora.

Um país tão, tão distante

Antes de falar sobre o que vem a ser cultura Hygge e Slow Food, acho legal fazer um à parte sobre a Dinamarca e o imaginário brasileiro. Isso vai ajudá-los a entenderem melhor o Chez Margrethe e os motivos que me levaram a colocá-lo entre os Lugares Românticos em BH. Os países nórdicos são visto como muito distantes de nós. Aqui no Brasil, apesar de termos dinamarqueses e descendentes vivendo entre nós (tenho um amigo que tem ascendência, mas vi mais descendentes de dinamarqueses frequentando o café!), temos poucas referências da cultura nórdica no dia-a-dia. Ou melhor: associamos poucas coisas à Dinamarca, embora ela esteja, de certa forma, presente em nossas vidas. Seja na culinária ou em qualquer outra esfera, esses países do norte ainda causam estranhamento e curiosidade na média geral das pessoas.

Querem ver só? Eu fiz o teste. Entrei em alguns grupos do whatsapp e fiz a seguinte pergunta: o que vem primeiro na sua cabeça quando o assunto é a Dinamarca? Escolhi alguns da família, outros de amigos, e procurei ouvir pessoas com históricos de vida, graus de instrução, e acesso a informação diferentes. Ao todo, meu universo ficou em torno de 100 pessoas me respondendo a essa pergunta. Não é muita gente, considerando o tamanho da população de BH. Mas, achei considerável a amostragem do ponto de vista qualitativo.

A Dinamarca do nosso imaginário

O resultado foi interessante: Alguns falaram que nada sabiam. Me mandaram até pesquisar no Google! Mas, a maioria falou da distância, do frio, das pessoas loiras. Muitos se lembraram dos Vikings.

A estátua do Viking de Gimli, no Canadá. Gimli foi uma cidade colonizada por descendentes de islandeses. Vem daí a referência viking

Maria do Carmo, ex-colega do curso de jornalismo, falou das casinhas coloridinhas. Meu amigo Márcio, que mora na Áustria, lembrou-se dos barcos.

Casinhas coloridinhas e barcos

O André, também ex-colega da faculdade, se lembrou da seleção dinamarquesa da copa de 1986, considerada até hoje uma das seleções de futebol mais legais do mundo:

Meu pai, aficionado por música, se lembrou da Bang & Olufsen, empresa dinamarquesa que projeta produtos de áudio e televisores de alta gama.

Meu tio Paulo chamou atenção para o fato de que incrivelmente a Dinamarca está presente em nosso cotidiano nas historinhas infantis de Hans Christian Andersen:

Já meu amigo Adalberto, médico, pegando carona no descontentamento generalizado que sentimos frente aos problemas do Brasil, se lembrou dessa escultura ai, do artista dinamarquês Jens Galschiot:

Lugares Românticos em BH: a Sobrevivência dos Mais Gordos

“A Sobrevivência dos Mais Gordos” (2002): escultura de cobre de três metros de altura. Representa uma adiposa figura feminina (Justitia) sentada nas costas de um homem faminto.

O desconhecido é instigante

Ninguém falou sobre a Dinamarca ser considerada um dos países mais felizes do mundo (há controvérsias, mas isso é tema pra outro post lá no meu outro Blog). Ninguém sabia me dizer o nome de alguma comida típica. Ninguém falou a respeito da influência francesa naquele país. Ninguém falou das joias da Pandora. Minha amiga Soraya se lembrou dos chocolates. Coisa de meninas, não é mesmo? Lembrei-me do meu antigo chefe Ricardo, que morou anos na Suécia, falando das mulheres dinamarquesas que fumavam charutos: é que para essas bandas nórdicas, a igualdade de gêneros é mais palpável do que por aqui.

Já eu, Nicole, me lembro sempre do cinema, pois adoro os filmes do polêmico diretor Lars Von Trier:

Dançando no Escuro - Filme de 2000

Dançando no Escuro – Filme de Lars Von Trier de 2000

E dentro do meu repertório de curiosidades está guardado o fato de eu saber que o brinquedinho Lego, tanto amado pela meninada há tantas gerações, é coisa de um carpinteiro dinamarquês chamado Ole Kirk Christiansen.

Quem ai nunca brincou de Lego? E na Dinamarca ainda tem a Legoland!

Pois é, pessoal, a verdade é que justamente por conta desse imaginário distante, que às vezes não liga nome à pessoa, muita gente está indo ao café para saciar a curiosidade. A se considerar o tanto que ele estava cheio a última vez que estive lá, acredito que todos estão gostando de experimentar a novidade que pode parecer distante, mas que no fundo nem é tão desconhecida assim. Será que somente eu o coloquei na lista dos Lugares Românticos em BH?

Hygge – um estilo de vida

Quem diria que eu algum dia viria explicar para vocês o significado de Hygge? Quando eu pensaria que este conceito praticamente intraduzível que os dinamarqueses deram de presente para o mundo, figuraria entre os Lugares Românticos em BH!? Hygge se pronuncia Hooga e é muito complicado explicar. É tipo saudade. Não dá pra traduzir em apenas uma palavra.

Não precisamos de lareiras nos Lugares Românticos em BH. Mas lá no norte, ficar quentinho na frente da lareira junto de alguém especial é um jeito Hygge de amar!

Se você perguntar a um dinamarquês o que significa Hygge, ele provavelmente dirá algo como: poder se deitar confortavelmente no sofá para assistir televisão, tomando uma bebida quente, fazendo carinho em seu cachorro. Ou ainda ele vai dizer: tomar um chá ou um café na companhia de pessoas queridas, em volta de uma mesa, na casa de alguém. Imaginem: no inverno, eles tem somente 4 horas de sol por dia, e as temperaturas médias giram em torno de 0ºC. As pessoas passam muito tempo dentro de casa. Portanto, esse tempo precisa ter qualidade e as formas de se divertir em casa, sozinhos ou acompanhados, são assunto sério por lá.

Uma ideia para ser internalizada

Estão vendo o que me fez trazer este café na Pampulha para a lista dos Lugares Românticos em BH? Hygge é um conceito difícil de ser traduzido, mas fácil de ser compreendido em ações. Ele até é muitas vezes é traduzido como “acolhedor” ou “aconchego”. Mas os entendidos dizem que Hygge vai além: é uma atitude perante a vida. É um relaxar e sentir-se acolhido em casa, esquecendo-se das preocupações. É não se fazer privações forçadas, tipo dietas malucas ou infringir a si mesmo qualquer tipo de flagelo desnecessário. Hygge é ser bom consigo mesmo. Respirar livremente. Ter serenidade. Saber que existe hora para tudo e que é muito importante nos darmos de presente um tempo para nós mesmos, para a família, os amigos… E para a pessoa que amamos.

Um cafezinho bem quentinho para aquecer o coração no meio da tarde.

Pois é. Ai você me pergunta assim: com a vida que levo, como é que posso incorporar essas ideias à minha rotina? A grande verdade, gente, é que o mundo ficou corrido demais. As prioridades são difíceis de serem definidas, porque tudo é para ontem. Todos querem tudo ao mesmo tempo. A rotina das pessoas acabou se tornando um vai e vem de ansiedades, desejos e frustrações que estão nos adoecendo. É por isso, que o estilo Hygge tem sido olhado com mais atenção pelo resto do mundo. O desenvolvimento econômico levou a uma aceleração desenfreada. Agora, que a população mundial está sofrendo com isso, é preciso falar sobre desacelerar. Não temos sido assim tão bons conosco nas últimas décadas.

Epifanias ao longo do dia

Porque em dias frios adoro um chazinho com hortelã da horta, estando só ou bem acompanhada!

Eu, Nicole, mesmo sem conhecer essa filosofia de vida a fundo, acabei me vendo muito nela. Fiz opções malucas de vida, que me tiraram do circuito normal do mercado de trabalho. Antes, eu vivia estressada. Estive muito doente com isso. Hoje, minha cabeça continua muito atribulada com muitas atividades. Entretanto, resolvi mudar a forma de ver minha rotina, e sempre me dou de presente pequenos momentos que chamo de epifanias ao longo do dia. Às vezes é um chazinho sozinha em casa, um passeio de meia hora em um parque, um lanche na casa da avó, um tempo que passo com as plantas ou meus cachorros. Entre uma atividade e outra, eu preciso de ar. Fiquei feliz em saber que alguém deu um nome bonito para isso.

Eu passeando descalça pelos parques da cidade. Adoro pisar na terra!

Ao longo do tempo eu tenho tentado trazer a vocês aqui no blog um pouco desse conceito. Reparem nos últimos Lugares Românticos em BH que recomendei. Eles proporcionam esses momentos de epifania, que hoje fazem tanto sentido na minha vida. O Silvio disse que eu entendi bem a filosofia do Chez Margrethe, e é verdade. Enxerguei ali o estilo de vida que venho tentando levar. E isso para mim é muito romântico em todos os sentidos.

Velas

A simplicidade do jeito Hygge de ser se estende para as formas de se dizer eu te amo. Silvio estava me contando que uma das coisas mais românticas que os dinamarqueses fazem é pegar uma velinha com suporte de ferro, tipo essa da foto, montar um piquenique, e ir de bicicleta com quem se ama a algum lugarzinho especial. A ideia é sentar e comer junto à luz de velas. Isso pode ser feito em público ou dentro de casa.

Suporte para velas de ferro. Com ele fechadinho assim, o vento não atrapalha.

Ele me explicou que essas velinhas, quando são várias espalhadas pela casa, são capazes inclusive de manter a temperatura do ambiente mais alta. Então, além de romântico, um jantarzinho ou piquenique a luz de velas na Dinamarca pode ser também um modo de manter as temperaturas elevadas (em todos os sentidos!). Anotaram ai essa dica fofa que vocês vão poder levar para vários lugares românticos em BH?

Um jeito Hygge e Slow Food de ser

Na arquitetura e design de interiores é muito comum ouvirmos falar de Hygge. Trata-se de um modo de externalizar essa ideia de conforto e aconchego. Portanto, esse conceito traz em si exatamente aquilo que eu estava explicando no início do post. Simplicidade. Conforto ao invés de rebuscamento estético. Tons claros, que acalmam. Ambientes iluminados. Janelas sem barreiras para a entrada de luz. Peças fofas decorativas, como almofadas gostosas e velas.

No exterior é muito comum vermos o ideal Hygge ser explorado em bares e restaurantes. No geral, esses são espaços mais intimistas, com uma decoração uniforme, confortável, simples que não tira a atenção das pessoas para o principal: comidinhas e bebidas reconfortantes. É um pouco o conceito de confort food que o pessoal do movimento Slow Food tanto fala. Aliás, não preciso nem dizer o quanto um conceito está coladinho no outro, não é verdade? Estão vendo como que a filosofia do Chez Margrethe vai se fechando redondinha?

Regras da casa

Slow Food – reaprendendo a comer 

Então vamos ao nosso segundo conceito a ser esclarecido para entendermos este novo integrante do hall dos Lugares Românticos em BH. Slow Food é um movimento que surgiu na Itália em 1986 pelas mãos de Carlo Petrini. Em 1989 ele se tornou uma associação internacional sem fins lucrativos. Hoje, segundo o site oficial do movimento, ele conta com mais de 100.000 membros e tem escritórios espalhados e apoiadores em mais de 150 países.

Foto Wikipedia. O presidente da Slow Food, Carolo Petrini, durante assinatura de acordo de cooperação entre o Governo brasileiro e a associação internacional.

Direito ao prazer da alimentação

O seu principio básico é o direito ao prazer da alimentação. Parece simples? Mas não é. O que é o prazer da alimentação? Para eles, é importante saber a procedência de todos os produtos utilizados na produção das refeições. É dada extrema importância aos produtores: tudo aquilo que é local, é mais fresco. Toda produção local, artesanal e de qualidade precisa ser incentivada e consumida. E essa produção, precisa seguir parâmetros de respeito tanto com o meio ambiente, quanto com aqueles que trabalham nela. É a boa e velha preocupação com a sustentabilidade.

Dentro da filosofia do movimento, eles preconizam que as pessoas precisam tirar mais tempo de suas vidas para se ocuparem daquilo que elas estão comendo. Saber de onde vem, ter respeito pelo alimento, dedicar tempo não só ao preparo, mas também ao consumo. Lembram lá do conceito Hygge? Pois é! Parar um minuto, uma hora, duas… Sentir o cheiro e o sabor do alimento. Ser parte do processo que o produziu. Sentir-se inserido nele. O movimento Slow Food nos convida a reaprendermos a comer. Sem dietas malucas, sem privações. Mas retomando a dimensão afetiva do ato de comer, fazendo assim com que tenhamos uma vida mais saudável e feliz.

Quando volto do sítio trago tudo assim, orgânico, fresquinho e delicioso!

O que faz do Chez Margrethe um dos Lugares Românticos em BH?

Para mim, a filosofia de vida Hygge aliada ao movimento Slow Food fazem com que eu considere o Chez Margrethe um lugar romântico. Essa preocupação com a experiência tem tudo a ver com o que busco quando vou garimpar Lugares Românticos em BH. Não quero dar a vocês mais do mesmo! De mais a mais, qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade sabe que até mesmo a rua em frente à casa da pessoa que a gente ama, pode ser um dos lugares mais românticos do mundo. Tudo depende da intensidade do beijo ou da declaração de amor proferida.

Eu sou comunicadora. Minhas antenas são ligadas no mundo. Enxergo comunicação nos silêncios, nas falas, nos olhares, nos cheiros, no toque. Minha paixão pela gastronomia me fez entender que a comida é uma das linguagens mais universais e fáceis de serem entendidas. Minha experiência de aconchego de lar, me diz que a comida simples, feita com cuidado, é uma das maiores declarações de amor que se pode fazer a alguém. Recebemos em nossas casas pessoas que amamos. Quando preparamos uma reunião, nos preocupamos com o conforto dos convidados. Amamos nossos amigos, nossos familiares, e, claro, amamos a pessoa que escolhemos ter ao nosso lado.

Acolhimento

Me senti acolhida no Chez Margrethe. Aquelas pessoas nem me conheciam ainda, mas estavam me dando amor. No primeiro dia ali, esse amor veio travestido de suco de maçã com morango e gengibre e torta de frutas vermelhas. Neste dia experimentei também o hidromel. Paguei a língua, pois eu disse que não gostava do sabor doce da bebida. O deles é simplesmente delicioso e refrescante, quase um vinho.

Na minha segunda vez, as demonstrações de afeto foram mais profundas: cafés de grãos selecionados vindos aqui do sul de Minas. Waffle com queijo brie e geleia. Smorrebrod: sanduíche de rosbife temperado com um toque de tomilho no pão caseiro de centeio dinamarquês. E, por fim, verrine de limão siciliano.

Para quem gosta, esse novo integrante dos meus lugares românticos em BH tem cervejas dinamarquesas, além de uma carta de vinhos muito bacana em parceria com a Temps Du Vin.

Divulgação Instagram Chez Margrethe: Smorrebrod de Salmão acompanhando uma cervejinha.

 

Um último detalhe romântico a ser considerado

Estilo de vida Hygge e filosofia Slow Food são elementos importantes que me fizeram colocar o Chez Margrethe na lista dos lugares românticos em BH. Mas existe um último fator que é importantíssimo: Aquela casa é dirigida por um casal que se ama. A história deles, que começou na África do Sul, fez escala na Dinamarca e ancorou no Brasil, está ali dentro. As fotos espalhadas pelas paredes contam para nós os lugares onde eles moraram nas terras frias. Cada prato preparado do início ao fim por eles trazem impressos além do amor e cuidado, uma preocupação imensa com o sabor, a aparência e a aceitação.

Simone e Silvio donos desse representante dos lugares românticos em BH: eles são ou não são um casal super fofo!?

Pensem comigo: um casal de bem com a vida, jovem, que se ama e imprime amor a tudo aquilo que passa pelas suas mãos naquele lugar… Tem jeito da energia do café ser outra? Tem jeito de lá não ser um lugar romântico? Termino este post deixando esta pergunta no ar. Respondam-me, se quiserem, depois que visitarem o café. Mas eu não tenho dúvidas: o Chez Margrethe já ganhou cadeira cativa no meu coração entre os Lugares Românticos em BH que já conheci.

Serviço:

O pedacinho nórdico da lista dos Lugares Românticos em BH funciona de terça a sexta das 13h ás 21h, exceto a quarta, dia de jogo no Mineirão, quando eles fecham às 18h. Aos sábados estão abertos das 11h às 17h.

O endereço de lá é Avenida Coronel José dias Bicalho número 1038, bairro São José, região da Pampulha

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Até a próxima!

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